domingo, 1 de maio de 2011

05 - O ÁGAPE

Foi quando minha mãe vendo meu desespero, humildemente me colocou o livro do Padre Marcelo Rossi na mão e me disse, você precisa ler, mas de coração, não ler as palavras, é um livro pra ser consultado.
Já havia folheado aquele livro algumas vezes, mas nunca tinha lido de coração.
Em vez de abrir aleatoriamente em algum capitulo, comecei do começo.
Li a primeira página onde explica o que é o Ágape, comecei a chorar, pois li de coração, nunca tinha ouvido falar esta palavra Ágape, uma coisa tão linda e ninguém a mencionava antes até então para mim, aquilo fez meu coração borbulhar até despejar em forma de lágrimas, uma luz me veio e num estalo sabia o que tinha de fazer.

Precisava de ajuda de verdade, um tratamento de choque!!

Já tinha tentado alguma  ajuda pelo convênio, mas não consegui nem um médico que a ajudasse, marquei uma consulta com um psiquiatra, mais de um mês de espera e desmarcaram por que a clínica se descredenciou do plano de saúde.

Peguei minha mulher na mesma hora, coloquei-a no carro e a levei ao Hospital das Clínicas, tenho uma cunhada que trabalha lá há anos e já tinha me falado nessa possibilidade, sabia que poderia contar com ela para me ajudar, só que a chance era de 1 contra 100 que eu chegasse lá e conseguisse uma internação, mas estava movido de coração em fazer a realidade acontecer, os hologramas da matrix que vivemos teriam de conspirar a meu favor.

No caminho dentro do carro disse a ela, - “ Você precisa ter forças”, ela na sua profunda angústia, olhou para mim e disse -“Eu já não tenho mais forças”.

O pronto Socorro do Hospital das Clínicas é como se estivéssemos em guerra, o que não deixa de ser verdade. Fiquei horas e horas com ela internada no pronto Socorro, foi um longo caminho e nesse caminho de muitos corredores, sobe, desce, espera, anda pra cá, anda pra lá, consegui que ela passasse a noite por lá, foi uma cena que me partiu o coração deixá-la numa UTI do Pronto Socorro do Hospital das Clínicas.
Na manhã seguinte estava eu lá novamente, deixando de trabalhar, tentando interná-la, não esmoreci nunca, nem por um segundo achei que não daria certo, foram mais duas noites nesta UTI para que eu conseguisse uma vaga no Instituto de Psiquiatria do HC.

Uma vez ela internada, a situação mudou radicalmente.
Deus abençoe as mais de 10 mil pessoas que circulam por lá diariamente, a minha querida cunhada, aos médicos, enfermeiros, trabalhadores e doentes.
Ágape senhor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário