quinta-feira, 5 de maio de 2011

09 – O ESCUDO

Ontem voltando para casa, parei em um semáforo, em seguida entrou um sujeito alto e magro, de fora da janela só as pernas dele.
Dentro do carro o cara ficou a centímetros de mim.  – “Na moral me arruma uma grana, na moral ...e blá blá blá”  (e ameaçou por a mão na cintura).

Por um milésimo de segundo, eu pensei no medo, no milésimo 0002 já tinha passado, fiquei tranqüilo, disse que tava “duro” e dei as moedas do meu bolso, o sujeito insistiu mais um pouco e eu fiquei calmo, desejei amor, senti um escudo em mim.

O sujeito parou de falar e ao sair de dentro do meu carro, mesmo estando fora me disse – “Deus te abençoe Sinhô”  e eu disse, Vai com Deus, abriu o semáforo e eu fui embora.

Esqueci dessa história, não a contei a ninguém.

Antes o mesmo caso poderia ter tido muitos finais diferentes
Antes eu passaria horas abalado pensando nisso, ligando para as pessoas, o infeliz que atendia ao telefone teria de aturar esta minha descarga de energia negativa gratuita para cima.
Antes me consumiria em pensamentos vingativos, violentos, injustiças e raiva.

Antes eu vibrava no medo.

Vibrando no amor é fácil, aquilo não foi nada, não perdi tempo com isso, não me consumiu não me afetou em nada, pelo contrário, foi uma experiência a mais que tive que só comprova aquilo que estou enxergando agora.

Eu sigo em frente, pra frente eu vou (HG)

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